Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

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25 de Junho de 2011

Quando se ouve um universitário que não depende de assessores de imprensa nem de consultores politiqueiros, sente-se. Sobretudo, a falta de autenticidade dos vigaristas, pardais e manitus...

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José Adelino Maltez

25 de Junho de 2011

Ninguém se lembra do António José de Ávila como esquerdista juvenil, reformista no assalto ao pode, marquês, ou duque. Ficou para sempre como autor de um decreto de 1871, por causa da proibição das conferências de uns então marginais, dado que estas "procuram sustentar doutrinas e proposições que atacam a religião e as instituições políticas do Estado"

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José Adelino Maltez

25 de Junho de 2011

Quando alguém se diz religioso e que tu é que não, só porque se julga que ele não obedece certa esquadria classificativa, tipo má língua de sociedade de corte, está a negar a todos os outros o sagrado reivindicativo da respectiva qualidade de homem religioso. Eu, pelo menos, não admito o insulto de me niilificarem nesses domínios. E mais não digo. A não ser com tecla lateral.

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José Adelino Maltez

25 de Junho de 2011

Sobretudo em matéria de religação, ou religião, há que respeitar quem se assume como homem religioso e, em muitos escritos, como tal se tem revelado. Os encontros imediatos com a divindade não são monopólio de ninguém e, portanto, não cabem em adjectivações unidimensionalizadoras.

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José Adelino Maltez

25 de Junho de 2011

Há uma coisinha do "ius cosmopoliticum", e a que antigamente se chamava educação, segundo a qual não é conveniente entrar em casa de outro, onde se é admitido como hóspede, dizendo que ele é comuna, anticomuna, facho, ateu ou atua. Especialmente quando se pediu para entrar, sem prévio pedido do visado.

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José Adelino Maltez

25 de Junho de 2011

O pior de muito anticlericalismo é a falsa consciência de antigos clericalistas. Foi mal de que padeceu muito jacobinismo e muito revolucionarismo marxistóide. E ainda por aí circula em música celestial laicista ou antilaicista. Mudam de cartilha, mas não de método e a respectiva retórica cheira a fedor, gasto pelo mau uso e prostituído pelo abuso.

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José Adelino Maltez

25 de Junho de 2011

O universitarês é um primo do educacionês e pode ser praticado pelos que denunciam aristocretinamente o segundo, mesmo quando não disfarçam sua matriz seminarista e congreganista, de tão pouco agrado para a Igreja e as Congregações que estas, quase sempre, se livraram deles em devido tempo, recusando-lhes o "nihil obstat". Apenas os têm de os gramar os incautos e serviçais.

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José Adelino Maltez

25 de Junho de 2011

Estava a espreitar um programa oficial do velho Ministério da Cultura. Apareceu um hierarca do situacionismo a dar lições literárias sobre o contrapoder. Desliguei imediatamente, porque corria o risco de vomitar. Porque o que ele nos escreve lá do cima custa uma imensidade de euros em cada vírgula. E nem sequer sabe escrever.

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José Adelino Maltez

25 de Junho de 2011

Relendo velhas tradições dos que apenas gostam de saudar os vencedores: "trabalhar o cacete, desandar o bordão, descarregar o arrocho, são axiomas eternos e invariáveis regras de justiça. Adeptos de "correada não só que deixe vergão, mas que corra sangue, ....só o sangue do açoite cura". Quem se mete com o poder, leva, faz parte do manual dos intelectuários de serviço. Incluindo os viracasacas.

publicado por José Adelino Maltez às 22:22

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Biografia
Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
Invocação
Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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