Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

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27 de Junho de 2011

Partidos, há tanto tempo na oposição, deveriam ter uma ideia, sector a sector, e um programa com programas. Essa de na véspera fazerem estados gerais com independentes ou novas fronteiras com propaganda é má conselheira. E de se julgar que esta tudo em dois ou três livros de autor, com folclórica apresentação em jogos da taça das cidades com feira pode levar a autogolos, mesmo que seja em canto directo...

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Porque num sistema termicamente isolado, todas as mudanças espontâneas se fazem num sentido irreversível. Há, pois, aumento da entropia, isto é, da involução do sistema (princípio da degradação da energia). Mais simplesmente, este princípio exprime a tendência, que todo o sistema tem, para evoluir para estados de maior probabilidade.

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Para Teilhard de Chardin, a entropia é o nome dado pela física a esta queda, aparentemente inevitável, em consequência da qual os conjuntos corpusculares (sedes de todos os fenómenos fisico-químicos) passam, em virtude de leis estatísticas de probabilidade, para um estádio médio de agitação difusa, estado em que cessa toda a troca de energia útil, na escala da nossa experiência.

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

A lei da entropia foi descoberta por Rudolf Clausius nos finais do século XIX, traduzindo a existência de uma nova grandeza variável da energia... a quantidade de energia que, sendo gasta numa mudança, é irrecuperável pelo sistema e fica para sempre na zona do desperdício no balanço da energia do Universo.

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Governar não é "uma sequência finita de instruções bem definidas e não ambíguas, cada uma das quais pode ser executada mecanicamente num período de tempo finito e com uma quantidade de esforço finita" (definição wikipediana de algoritmo).

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Não gosto de expandir intuições imediatas, mas dentro de mim já se formou uma convicção sobre o tempo de vida deste governo e do que lhe vai suceder. Vamos ter grande coligação com o PS, tenho a certeza, o quando depende de campeonatos diversos da política doméstica. O tipo de escolhas dominantes nos secretários de Estado, entre tarimbeiros no lastro e velas quixotescas ao vento, serve para a bolina, mas não dá rota.

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

A minha tribo aqui do FB, apesar de inúmeros apoiantes de Passos, não teve direito a um só escrutínio ascensional em direcção ao Terreiro do Paço. Ainda bem: assim posso continuar a dizer coisas a que eles não estão habituados, ao contrário do que acontecia com a outra face rotativa deste situacionismo.

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27 de Junho de 2011

Marcelo Rebelo de Sousa lá fez uma das suas...

Bernardo Bairrão fora do novo Governo | Económico

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Críticas à privatização da RTP terão levado Passos Coelho a vetar o nome do antigo administrador da Media Capital. | Notícias sobre economia actualizadas ao minuto, informação de mercados, empresas e política, vídeos diários, opiniões de analistas e especialistas

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

É evidente que não é das rápidas análises das autocontemplações curriculares que podemos fazer adequada avaliação no imediato. Vai ser mais interessante o escrutínio a que irão estar sujeitos. Especialmente pelos opositores que sofreram esse tipo de exame e que moverão intensamente o bisturi da informação privilegiada para a adequada vindicta...

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Esperemos que os chefes deste governo sejam mais como o Paulo Bento. Entram logo a jogar no risco, sem prévio treino. Esperemos que saibam ser equipa de todos nós. Infelizmente estamos muito dependentes dos jogos dos outros.

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Um grande abraço ao Daniel Campelo. Até por causa da coragem do queijo limiano. Mas sobretudo porque sempre teve o mesmo partido dos agrocratas. Acredita mesmo na missão de fé profissional!

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Ainda bem que há quem tenha a coragem de arriscar no serviço público. Temo que, depois da mobilização do estado de graça, a promessas sejam vencidas pela habitual força da inércia, como já se tornou patente com o número e a estrutura dos novos governantes. Só há instituições com ideias de obra que precisam de ser previamente trabalhadas com fé e humilde estudo

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Há um núcleo duro de grande qualidade, como nunca deixou de existir, até com Sócrates, mas torna-se evidente a nossa falha na formação de elites de Estado, principalmente em grandes escolas de quadros dos próprios partidos. Nada de novo nesta frente da direita. Está como a revogada frente de esquerda.

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Aí está, novo governo, já inteirinho. Menos meia dúzia, em quantidade, que o anterior. Quase o mesmo em qualidade. Excelentes currículos na minoria, óptimos activismos partidocráticos e empresariais na maioria. Naturalmente, vão, muitos, esta noite alterar o facebook, para que não fiquem ligados a "interesses" como o "nespresso" e o respectivo líder...

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José Adelino Maltez

27 de Junho de 2011

Há maçons que são deputados e ex-deputados de várias obediências maçónicas. E outros tantos que se celebrizam por declarações antimaçónicas. Sobretudo se estiverem à esquerda. Daí voltarem à ribalta com um problema de falsa consciência, para uso de suas desventuras no PS e no PSD: também a não-eleição de Nobre foi uma derrota da maçonaria. Volta, José dos Santos Cabral, estás perdoado!

gover  mais importante do que o perfil dos ministros é "a capacidade de resistência que irão demonstrar" (JAM, Público, hoje)

 

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José Adelino Maltez

24 de Junho de 2011

Basta recordar que um dos gritos reivindicativos do 28 de Maio de 1926 foi a criação das províncias, que era então um nome equivalente ao da regionalização. Nem em ditadura o conseguiram, conforme o belo relatório dito "Reforma Administrativa" emitido, depois, pelo Ministério do Interior. Porque iriam para a desertificação as cidades de província que perdessem os serviços do governo civil...

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José Adelino Maltez

24 de Junho de 2011

Depois, Costa Cabral, com o despotismo dito democrático do controlo eleitoral, a corrupção e o centralismo, gerou o facto consumado que ainda não foi possível lancetar, gerando-se sucessivos absolutismos de facto de variados e contraditórios regimes e do equilíbrio capitaleiro de forças vivas que degeneram as democracias...

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José Adelino Maltez

24 de Junho de 2011

Quem fez os distritos não foi o Mouzinho da Silveira, mas o Rodrigo da Fonseca em pleno devorismo, quando inventou uma estrutura de compra dos opositores através da "mesa do orçamento" para que todos passassem a alegres convivas com os impostos do povo, dando satisfação à política de empregadagem do Estado Moderno...

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José Adelino Maltez

24 de Junho de 2011

Os tais distritos, formalmente provisórios desde a Constituição original de 1976, resistem e persistem por uma simples razão: os partidos que se oligarquizam eleitoralmente para as listas eleitorais, donde vem a principal matriz dos pequenos poderes domésticos e caciqueiros, bem mais importantes do que os governadores nomeados.

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José Adelino Maltez

24 de Junho de 2011

António Barreto denuncia a lei que regula a instabilidade nomeativa dos altos cargos da administração pública, sem dúvida a principal fonte de clientelismo, aguardando pela atitude do novo situacionismo, apar sabermos se o devorismo rotativista vai ou não continuar.

publicado por José Adelino Maltez às 22:23

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Biografia
Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
Invocação
Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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