Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

02
Mar 11

Acordos partidocráticos de gabinete apenas contribuem para a hipocrisia. Nem sequer chegam a um acordo quanto aos desacordos. E gastámos energias eleitorais em vão. Nas europeias, autárquicas e presidenciais. A legitimidade governamental não estava fresca, como na Grécia. E todos temem dar o passo dos irlandeses. Sem qualquer sobressalto cívico adequado à real dimensão da crise.

publicado por José Adelino Maltez às 19:22

Jorge Jesus: “Este é o jogo da época para o Sporting”. Saída da economia nacional da crise joga-se em encontro de meia hora entre Merkel e Sócrates. Acertaram a hora para o encontro de hoje em Berlim, mas não a divulgação do que estará sobre a mesa de trabalho. Sporting gasta menos um terço em salários do que FC Porto e Benfica. Não haverá transmissão directa do jogo, nem na Económico TV.

publicado por José Adelino Maltez às 19:21

Um ilustre político lusitano acaba de proclamar na televisão que, desde 1383 até 1974, não houve em Portugal nenhum movimento popular, com pessoas, não dependente daquilo que diz serem instituições. Aconselho-o a ler o mínimo sobre a Restauração de 1808 e depois a dar um salto até à Maria da Fonte e à Patuleia. Pode começar pelos relatórios de José Acúrsio das Neves...

 

publicado por José Adelino Maltez às 19:20

Um ilustre político lusitano acaba de proclamar na televisão que, desde 1383 até 1974, não houve em Portugal nenhum movimento popular, com pessoas, não dependente daquilo que diz serem instituições. Aconselho-o a ler o mínimo sobre a Restauração de 1808 e depois a dar um salto até à Maria da Fonte e à Patuleia. Pode começar pelos relatórios de José Acúrsio das Neves...

 

Convinha que alguns dos nossos educadores do proletariado televisivo estivessem à altura desses inventores da guerrilha que, peninsularmente, foram o princípio do fim do usurpador, onde desde os maçons do Conselho Conservador a toda a rede eclesiástica se uniram pela pátria. Como, contra o cabralismo, se federaram miguelistas e setembristas numa verdadeira identificação nacional que alguma classe política traiu na Convenção do Gramido.

 

Por mim, orgulho-me destes movimentos populares que nos deram pátria no Portugal Contemporâneo. Se alguns dos membros da actual política não repararam nisso, tenham a humildade de o aprender. Mas não digam asneiras, nem deseduquem a verdade da nossa resistência! Revolto-me!

 

De facto, há muita gente a julgar que Olhão da Restauração tem a ver com 1640. Não! Tem a ver com aquilo que devia ser comemorado em todo o lado como a nossa Restauração de 1808. Nem Goya os faz associar isso a idêntico movimento que deu origem às Espanhas contemporâneas e à consequente aliança peninsular que se estabeleceu contra um inimigo comum, onde os doceanistas são os nossos vintistas e onde os "mártires da pátria" não são mera fantasia. Se eu fosse influente obrigava esse político a ir até ao jardim do Campo Santana e a ler, um a um, o nome dos que aí foram assassinados em 1817. Para que repetisse um a um tais pessoas na televisão e nos pedisse desculpa a todos.

 

A nossa falta de cultura de resistência só pode entender que o nosso 1789 foi 1808 contra os usurpadores de 1789. Foi dessa liberdade que nasceram os doceanistas, os da Revolta de Cádis, e os vintistas, os de 24 de Agosto de 1820. Com o Sinédrio pelo meio, vingando a morte dos mártires da pátria e de Gomes Freire, em 1817. A Primeira República ainda aviva a verdade. A viradeira salazarista ocultou-a e certa ala do 28 de Maio que permaneceu no 5 de Abril preferiu ler Lenine.

 

Não o quero insultar, nem o identifico aqui. Porque sei que ele tem boas intenções mas talvez falta de informação. Mas indigno-me, porque é assim que nos desnacionalizam. E eu nunca admitirei que o façam com o meu silêncio. Porque, desta forma abrimos as portas aos patriotorrecas...

 

1789 era uma revolução à inglesa, com rei e parlamento, antes do Terror e de Napoleão. Prefiro conjugar a libertação de forma pós-revolucionária, vintista, cartista, cincoutubrista e vintecincabrilista. Porque as revoluções são sempre pós-revolucionárias: medem-se pela estabilidade democrática que nos proporcionaram em liberdade, pluralismo, tolerância, pouca ignorância e nada de tirania.

publicado por José Adelino Maltez às 17:34

01
Mar 11

Um antigo ministro de Santana Lopes tem a frase do dia: "se o governo não muda, é do interesse nacional mudarmos o governo". Concordo. Desde que também se mude a forma como costumamos fingir mudar. Logo, também deve mudar a própria oposição. Para que ela, feita governo, não volte a cair de pôdre, pelo mais do mesmo do rotativismo.

publicado por José Adelino Maltez às 19:19

Uma bela imagem de quem efectivamente estamos, em termos de selecção dos seleccionadores. Mais um dos espelhos da nação, sobretudo nos passos perdidos que nos enredam. Que este sinal dos tempos não seja mais um retrato prospectivo do que podem ser os líderes políticos, donde ele veio, até como governador civil antes de ser deputado, mas sempre nos dois lados do bloco central.

 

http://www.jn.pt/storage/JN/2011/small/ng1463839.jpg

publicado por José Adelino Maltez às 19:18

Pobre pátria, que já não espera por D. Sebastião, mas pelos sinais de fumo que sejam emitidos depois de uma reunião entre o nosso chefe do governo e a liderança em figura humana da potência hegemónica desta regressada hierarquia das potências...

publicado por José Adelino Maltez às 19:17

Nesta democracia de notáveis em que nos vamos sportinguizando, apenas temos que reconhecer a desorientação que reina entre alguns segmentos da sociedade de corte capitaleira que, graças a agências de comunicação e claques, faz uma competição sobre o mais capaz de pedinchar à banca. Apesar da hiper-informação opinativa da futebolítica, quem manda é o circuito fechado da chamada engenharia financeira.

publicado por José Adelino Maltez às 19:16

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Biografia
Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
Invocação
Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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