Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

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Jul 11

Se todos puxarem para baixo, fica tudo rasca. O pior dos défice é o da educação cívica. O processo de niilismo em curso que certa politiqueirice tem fomentado está a criar um ambiente susceptível de ser manipulado por um inesperado populismo que dois ou três controladores podem acelerar. Puxem para cima, por favor! Quem com ferro da demagogia mata, com o mesmo ferro pode morrer.

publicado por José Adelino Maltez às 11:39

Uma bela metáfora sobre esqueletos...na chaminé e que bem poderá acontecer a outros que assaltam por cima: Um homem ficou preso na chaminé de um banco, no estado do Louisiana, que tentou assaltar há 27 anos. O corpo foi encontrado agora quando o edifício entrou em obras. O esqueleto foi identificado como sendo de um jovem de 22 anos que estava dado como desaparecido e já tinha cadastro na altura do assalto.

 

É o que se chama falta de adequados serviços de informação... os da família do esqueletado. Estava a borrifar-se para o gajo... O que será quando fizerem obras em certos sítios que cá sei. Por isso é que há muita fumarada.

publicado por José Adelino Maltez às 11:37

Uma regra da experimentação, bem antiga: nas campanhas negras, depois dos golpes podem suceder-se os contragolpes.

publicado por José Adelino Maltez às 11:36

Estou vendo o que previ, no JN, como sendo "o primeiro debate entre dois gajos porreiros, dois jotas formados no regime da conversa democrática. Prevejo 'passos seguros', no sentido da dialéctica da palavra, sem pulsões temperamentais".

publicado por José Adelino Maltez às 11:35

Passos diz que não há caso Bairrão que apenas foi dado como putativo, palavra equívoca que tem a ver como o que é susceptível de anulação, mas que, entretanto produz efeitos até à efetivação da anulação. Há quem diga que "putare" é só "pensar". Muitos outros se lembra da deusa romana da agricultura que presidia aos actos da poda.

 

O meu velho professor de direito romano, padre Sebastião Cruz, ilustre catedrático, que, num texto latino para publicação, usava várias vezes o verbo "puto, putas, putare", viu um diligente revisor substituir o equívoco por "mulher de mau porte". Com a explicação: "ainda por cima, com o senhor, ilustre sacerdote"!

 

Barraca vi-o eu dar na Estação de Santa Apolónia, quando, depois de o tratarem mal no PREC, ele decidiu imprecar directamente contra um ilustre político da altura, debruçando-se da janela com aquela adjectivação do vernáculo minhoto: "senhor professor, senhor professor...". E lá o conseguimos meter dentro da carrugaem. Por acaso, até estava a ser um pedacinho injusto. Mas com aquela coragem camiliana que levarei comigo para sempre.

 

Tenho o privilégio de ser por ele marcado como aluno aos 17 anos. E ainda guardo aí o último livro que ele ofereceu ao puto, já doutorado, com aquele saber de 2 000 alunos, ele que bem sabia ser eu um rapazito: "ao meu querido colega". De outros, e muitos, profes, não reza a minha história. Deste, até ao fim, "per omnnia saecula..."

publicado por José Adelino Maltez às 11:32

Pedro: o inquérito ordenado aos serviços de informação «não está relacionado com o caso Bairrão mas com alegadas fugas em 2009 ou 2010

 

Já agora podiam ir a 2008 e antes, para confirmarem o normal anormal desta permanecente falta de sentido de Estado.

 

Os serviços de informação foram só depois do assassinato de um político palestiniano numa reunião da Internacional Socialista no Algarve.

 

É tudo pós-revolucionário

publicado por José Adelino Maltez às 11:29

No debate parlamentar, estão a pôr muita água na fervura dos picaretas falantes. Devem saber muito bem o que amanhã serão as parangonas.

 

Julgo que foi Brito Camacho a dizer que quanto mais fraco é o argumento, mas alta tem que ser a vozearia. A caricatura é definitivamente pretérita.

publicado por José Adelino Maltez às 11:28

A velha técnica do sofisma persiste no estadualismo sem dor. De meia dúzia dos nomeados, uns atacam os mais competentes e o nomeador apenas defende os mais competentes, nada dizendo da nebulosa dos escritórios de advogados ou dos que continuam a suprema missão da presidências das assembleias gerais e dos conselhos fiscais. Passam ambos ao lado, entre o contrismo e o clientelismo.

publicado por José Adelino Maltez às 11:27

A velha herança da hipocrisia é que permite as sucessivas faltas de autenticidade dos poderes estabelecidos. Preferimos estórias de teorias da conspiração e genealogias de notáveis, mas somos incapazes de identificação dos grupos de interesse e dos grupos de pressão. Dos que têm mais poderes que o próprio poder, mas que fogem sempre com o rabo à seringa nominativa, sobretudo para quem precisa de protecção.

publicado por José Adelino Maltez às 11:25

Há uma saída facílima, um acordo entre Passos e Seguro, confirmando que eles não são meros feitores das forças vivas. Um acordo não escrito, evidentemente, mas sagrado, de palavra de honra, renunciando aos habituais métodos do clientelismo e da compra do poder. Eles sabem melhor do que nós. Até confio que queiram. Livrem-se dos intermediários! Retomem o primado da política.

publicado por José Adelino Maltez às 11:24

O segredo das democracias exige boas oposições para melhores governos. Só que, os adversários têm um lugar comum no diálogo, até para acordarem no que estão em desacordo. E não são acordos de governo nem acordos parlamentares, ou folclóricos acordos de regime. São coisas não escritas chamadas consenso nacional. Foi assim que refundámos a democracia. Os velhos pais-fundadores sabem.

publicado por José Adelino Maltez às 11:23

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Biografia
Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
Invocação
Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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