Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

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Jul 11

O primeiro mês de vida deste dito novo ciclo já permite concluir que muito do que é novo não é original e só parte minoritária do dito original ficará para além da nota de pé de página da história. Primeiro, tornou-se patente que muitos dos factores de poder em gestão já não são intra-nacionais, ou domésticos, especialmente quando a balança da Europa nos condenou à gestão de dependências e à nebulosa navegação na interdependência dos mercados e das moedas. Segundo, porque no plano interno, os velhos poderes fácticos revelam como estão agressivas as ditas forças vivas do condicionamento económico e comunicacional que têm proibido o primado do poder político. Terceiro, porque continua a notar-se a enorme distância que vai entre aquilo que se proclama, sobretudo em campanhas eleitorais, e aquilo que se pratica, nomeadamente em matéria fiscal. Talvez porque ainda não tivesse sido superado o interregno de liderança no principal partido da oposição, e talvez porque a coligação do PSD e do CDS ainda não superasse o pecado original do Bloco Central. Com os socialistas, finalmente pós-socráticos, talvez haja condições para que o governo possa ser pós-cavaquista, para que acabe a governança sem governo, em tradicional regime de pilotagem automática.  

publicado por José Adelino Maltez às 19:01

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Biografia
Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
Invocação
Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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