Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

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Mai 09

Os engenheiros da sondajocracia não costumam captar quantitativamente aquelas decisões individuais que surgem em estados de excepção e raramente vislumbram que a unha negra da aritmética de uns escassos dois ou três por cento pode levar Manuel Vilarinho a derrrubar Valle e Azevedo, ou Aznar a ser substituído por um qualquer Zapatero.

Os sinais do tempo confirmam que o situacionismo socrático não revela sinais de ter entrado no tal quarto de hora do “encore vivant” de Monsieur de la Palisse. Aliás, o governamentalismo, acirrando o mau gosto de alguns palanques propagandísticos, parece temer menos Manuela Ferreira Leite e muito mais o telejornal de Manuela Moura Guedes, dado que este é o único pé de barro na máquina populista que enreda a presente teledemocracia. E tudo poderá decidir-se com uma viragem na simpatia expressa pelo populismo “radical chic” de Louçã ou pelo eventual anúncio da coligação entre Sócrates e Alegre, dado que a coligação pós-eleitoral entre o PS e o PCP entre em ritmo de 1º de Maio p. p..

A grande surpresa pode vir de um crescimento lento, mas constante, do PSD que, com paciência contabilista, tenta usar a persuasão intimista da imagem dramática da respectiva líder, mas que tem contra ela tanto a imagem degradada dos respectivos círculos partidocráticos, como o efeito eucalipto de Cavaco, que acaba por impedir que as expectativas dos revoltados contra o governamentalismo se canalizem para o principal partido da oposição. 

 

publicado por José Adelino Maltez às 22:52

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Biografia
Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
Invocação
Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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