Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

04
Jul 11

Começam a levantar-se vozes na Alemanha para a instauração do "Deutsche Mark Partei". Estranho a defesa da moeda, paradoxalmente criada pelas entidades ocupantes do "Dritte Reich". Logo, tenho de sublinhar a neutralidade de Portugal, da Suécia e da Confederação Helvética. E recordar a colaboração recebida dos alemães para a instauração da nossa democracia. Tenho saudades desta Europa.

 

Estratégia é transformar as vulnerabilidades em potencialidades e evitar que as potencialidades passem a vulnerabilidades. A estratégia de um pequeno ou médio Estado não pode ser a tradução em calão da estratégia de certas sebentas dos macro-estudiosos ao serviço dos micro-interesses dos donos do poder da balança europeia e mundial. É ser mais raposa do que lobo.

 

 Fala um jovem negociador que recebia orientações diárias dos velhos sabidos nas negociações da Efta. Até o embaixador nos dava regular táctica (o embaixador era um tal Ernâni Lopes). Depois vieram os modernizadores das ingríncolas, entre eucaliptos e produção de cogumelos em estufa, mas estes é que foram os ministros que encerraram os dossiês e ainda há pouco eram reverenciados como génios... empresariais, talvez por terem começado no Bloqueio Central, mesmo os ditos de direita. Os resultados estão à vista. Sobretudo os empresariais. Querem listá-los? Basta referenciar os nomes.

 

 

Por interesses de grupos de interesse e de grupos de pressão. Que quebraram a tradição do serviço público, nomeadamente da velha estrutura do partido dos agrocratas, de um lado, e do conceito de coordenação económica, do outro. Basta ver como foram maltratados os velhos directores-gerais e quem foram os novos. Basta uma análise curricular. Mas um dia há-de ser feita a história. Quando reconhecerem que não há Estado que resista sem uma estrutura técnica de melhor qualidade que a dos privados e que possa competir em informação e formação com os melhores serviços públicos dos outros e das próprias organizações internacionais. Fala um liberal que não é parvo e que quer um Estado mínimo, mas do melhor e com maior força.

 

Sei um pedacinho da coisa. Quatro vezes adjuntos de membros do governo na área económica. E com uma carreira de técnico de segunda a subdirector-geral, por acaso da concorrência. Ponto.

 

E como adjunto de membros de governo, sem nunca ter sido de qualquer partido. Incluindo do partido dos membros do governo em causa. Era um tecnocrata já político.

 

E assumidamente de nomeação política. Outro ponto sem exclamação. Neste regime e por este regime. Um pouco antes de nossos maoístas passarem a democratas e a grandes-pensadores da direita.

 

O primeiro posto ainda foi num governo provisório.

 

A história é fácil de fazer. Falei em quatro governos. Mas foram cinco os económicos. Por isso é que o quinto não foi incluído na categoria. E um sexto já só político. E posso falar dos ministros que servi na fase dos governos provisórios e presidenciais. Eram paradigmas de honestidade total. Mesmo total. Acima de qualquer suspeita. É o segredo.

 

publicado por José Adelino Maltez às 13:24

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Biografia
Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
Invocação
Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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