Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

09
Mai 11

Segundo jogo das meias finais da taça da nossa agonia. Entre o senhor candidato e o comprador de submarinos: "o senhor comprou-os, quem os pagou fui eu". O mesmo que disse: "o país ficou pior, com o acordo, mas eu dei o meu melhor". Infantilismos que reduziram Judite a nova apresentadora do programa da Júlia sobre os gordos e as sombras.

 

Um está na estratosfera e o outro inventou uma nova unidade de conta, o submarino que é vinte vezes inferior ao TGV. Para os dois, não há factos, mas apenas manipulações, de toma lá papel.

 

Sócrates insistiu na narrativa, mas aceitou ser "incompetente", para poder chamar ao outro "ausente", face a um terceiro "inconsistente". Até disse que essa de não governar com o FMI era para não aceitar uma derrota. Isto é, aceitou a derrota.

 

"A história não começou há seis semanas, começou há seis anos". E outro: "quarenta dias depois do bota-abaixo, o senhor deputado ainda não tem programa".

 

Portas enredou-se nas medidas, entre famílias, recibos verdes e PMEs. Sócrates repetiu o tom do debate de 2009. Em argumento que ganhou não se mexe. O país e a gestão de percepção é que podem ter mudado. Depende do voto.

 

Os dois empataram. Por outras palavras, vão tentar guardar os golos para os jogos com Passos Coelho. Quem desceu de divisão fomos nós todos.

 

publicado por José Adelino Maltez às 18:20

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Biografia
Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
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Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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