Registo de algumas análises, farpas e aforismos no Facebook de José Adelino Maltez

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Fev 11

Acordo. Sem vontade de escrever mais frases que finjam salvar o sistema político, para que quem manda nos continue a manter a canga. Prefiro ir visitar um velho mestre na Rua do Abarracamento de Peniche e saudar, com ele, o império do poder dos sem poder, o do Espírito Santo, onde os coroados são as crianças.

 

Depois, vou calcorrear a Rua dos Douradores e dar um abraço a um certo empregado de escritório que, de vez em quando, me traz os papéis que guarda na arca. Foi com ele que me iniciei e visitei o fundo do tempo, com o Tejo a levar-me ao templo, em circum-navegação.

 

Finalmente, sigo a rota que me deu o João Camossa em seu peripatético a que chamavam radical e anarco-comunalista, no partido dos velhos crentes, com o rei e os sovietes, para que chegasse o império do poder dos sem poder, onde coroávamos as crianças, nisso a quem chamamos Portugal.

 

Por outras palavras, se estes termos são esotéricos para as nossas elites, isso significa que elas não querem aperfeiçoar-se no "abc" da estratégia nacional que sempre nos permitiu a vontade de sermos independentes...

 

publicado por José Adelino Maltez às 16:01

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Bem mais de meio século de vida; quarenta e dois anos de universidade pública portuguesa; outros tantos de escrita pública no combate de ideias; professor há mais de trinta e cinco e tal; expulso da universidade como estudante; processado como catedrático pelo exercício da palavra em jornais e blogues. Ainda espera que neste reino por cumprir se restaure a república
Invocação
Como dizia mestre Herculano, ao definir o essencial de um liberal: "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las"......
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